sábado, 11 de agosto de 2007

Oficina de Poesia I - O Eu - lírico e a figura do poeta: construção e desconstrução em Fernando Pessoa e David Mourão-Ferreira


A palavra lírico vem de lira, instrumento musical utilizado pelos gregos. Muitas vezes, a leitura de um poema ou a contemplação de um quadro sensibiliza – nos, despertando em nós um estado emotivo ou lírico. O poema é a fixação material da poesia, é a decantação formal do estado lírico. São as palavras, os versos e as estrofes que se dizem e que se escrevem, e assim fixam e transmitem o “estado lírico” do poeta.


Para Carlos Felipe Moisés, importante estudioso e professor de Literatura Portuguesa da USP, em seu livro Poesia Não é Difícil, “o assunto preferido da maioria dos poetas, em todos os tempos, é o seu próprio Eu. Pode – se afirmar, sem medo de errar, que a poesia é, de modo geral, uma forma de autoconhecimento”. A partir desta afirmação do professor Carlos Felipe, podemos levar em consideração as primeiras estrofes do poema de Fernando Pessoa, “Autopsicografia”:


“ O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente”...

Este poema faz parte de um livro chamado O Cancioneiro, composto por poemas líricos, rimados e metrificados, de forte influência simbolista. “Autopsicografia” reflete sobre o fazer poético. Porém há de se perceber que o poeta parte de uma dor sua, real, integral. Só quem sente uma dor pode fingir que não sente.Podemos entender que todo poema é uma viagem interior, é a busca do poeta por si próprio. Diz Carlos Felipe Moisés que “o poeta é livre para escrever sobre o que quiser, mas quase sempre escreve sobre si mesmo”. E nunca ou quase nunca essa busca chega a seu fim. Carlos Felipe afirma que a poesia de autoconhecimento tem a força da tradição, que é a chamada tradição lírica. Essa tradição se caracteriza por uma idéia de confessionalismo, ou seja, “o poeta faz ao leitor confissões íntimas”, e também pelo sentimentalismo, pois o poeta lida principalmente com suas experiências afetivas.

Ao mesmo tempo em que notamos a presença do Eu lírico no poema, sabemos que além desta “voz do poeta”, há o escritor, a pessoa, o homem. Para Fernando Paixão, em seu livro O que é Poesia, “a profissão do poeta é armar símbolos, tecer caminhos imaginários sobre a página, oferecer ao seu companheiro de viagem, o leitor ou ouvinte, uma inusitada sensação: a intimidade das palavras, o enredamento caloroso dentro delas”. Portanto, há de se perceber também a figura do poeta como emissor, ao passo em que o leitor é receptor.Há experiências diversas de entendimento entre leitor, poeta e o seu Eu na poesia lírica.

Para David Mourão – Ferreira, o fenômeno lírico não é caracterizado pela natureza da emoção ou do motivo. O que caracteriza o lirismo é o aspecto involuntário, ou seja, as emoções que se apresentam ao poeta e se desenvolvem no decorrer da criação poética.David afirma que toda poesia é lírica e o lirismo é um ideal de equilíbrio, ou seja, ele que dá às grandes épocas da poesia a razão de ser.

Revista Orpheu

Em 1915 alguns poetas portugueses como Fernando Pessoa, Mário de Sá – Carneiro, Raul Leal, Augusto de Santa - Rita Pintor, Luís de Montalvor, Almada – Negreiros, Rui Coelho, Tomás de Almeida, Alfredo Gusado, Armando Côrtes – Rodrigues e o brasileiro, porém de passagem, Ronald de Carvalho, resolvem criar uma revista que sirva de porta – voz e concretização de seus ideais estéticos, com grande influência dos movimentos literários que estavam vigentes no resto da Europa. Nasce Orpheu, cujo primeiro número, correspondente a janeiro – fevereiro – março, aparece em 1915, sob a direção de Luís de Montalvor.

De acordo com as idéias estetizantes e confessadamente esotéricas, põem – se a criar uma poesia alucinada, chocante, irritante, irreverente, com o intuito de provocar a burguesia, símbolo acabado da estagnação em que se encontra a cultura portuguesa. A poesia entroniza – se como a forma ideal de expressar o espanto de existir, sintetizando toda uma filosofia de vida estética, sem compromisso com qualquer ideologia de caráter histórico, político, científico ou equivalente. A aderência ao modernismo significa, pois, o rompimento com o passado, inclusive com o Simbolismo.

A revista corresponde a um momento em que as consciências se elevam para planos de indagação universal, para a constatação de uma angústia geral, fruto do contexto conturbado em que passava a Europa e o mundo no início do século XX. A Primeira Guerra Mundial é a manifestação nítida dessa crise provocada pela necessidade de abandonar as velhas e tradicionais formas de civilização e cultura (de tipo burguês) e de buscar novas fórmulas substitutivas.

O homem perante sua própria imagem angustia – se, também pela ausência de Deus ou de qualquer verdade absoluta capaz de explicar – lhe a falta de sentido da existência.

Um segundo número do Orpheu é publicado, em 1915, sob direção de Fernando Pessoa e Mário de Sá – Carneiro. Um terceiro número, embora no prelo, não chega a sair, pois Mário de Sá – Carneiro, que vem sustentado financeiramente a revista, suicida – se. Dos participantes no Orpheu, merecem destaque Fernando Pessoa, Mário de Sá – Carneiro e Almada – Negreiros.

Os principais heterônimos

Fernando Pessoa criou 72 heterônimos. Começou a inventar na infância nomes para assinar escritos diversos. Foi assim que o poeta se multiplicou em várias pessoas: de Alexander Search, autor de versos em inglês, ao Dr. Pancrácio e Maria José, a que mais se destacou entre as mulheres.

Os heterônimos propriamente ditos, com identidade e até horóscopo próprios, só surgem em 8 de março de 1914, quando, de uma só vez, escreve O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro. No mesmo ano, nasceriam Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Em ordem alfabética, o perfil dos principais.

Alberto Caeiro – Mestre do poeta e de todos os heterônimos. É um camponês autodidata, sem erudição. Nasce em Lisboa em 1889 e morre na zona rural em 1915, de tuberculose. Por causa da saúde frágil, viveu quase toda a vida na casa da tia-avó numa pequena vila do Ribatejo. É descrito como loiro, pálido e de olhos azuis. É autor de O Guardador de Rebanhos, composto por 49 poemas. O processo criativo espontâneo traduz a busca fundamental de Caeiro: a completa naturalidade.

Álvaro de Campos – Nasce em Tavira, no Algarve, em 1890. É engenheiro e vive em Lisboa sem exercer a profissão. Fez uma longa viagem ao oriente, período em que escreve Opiário. Nesse poema, o engenheiro Campos, influenciado pelo Simbolismo, ainda metrifica e rima. Escreve quadras, estrofe de quatro versos. Em seguida, Campos envereda pelo Futurismo, adotando um estilo febril, entre as máquinas e a agitação da cidade. Os poemas de Álvaro de Campos são marcados pela oralidade e prolixidade que se espalha em versos longos, próximos da prosa. Despreza a rima ou a métrica regular. Despeja seus versos em torrentes de incontrolável desabafo. Em 1928, publica uma obra-prima, “Tabacaria”. Foi ele que arruinou o noivado de Pessoa com Ophélia. É alto, de cabelos pretos e usa monóculo.

Bernardo Soares – Tem vida modesta como assistente contábil em Lisboa. As datas de nascimento e morte são desconhecidas. O poeta o conheceu numa cantina chamada Pessoa. É o autor do Livro do Desassossego.

Ricardo Reis – Nasceu no Porto em 1887. Educado pelos jesuítas, torna-se médico. É um erudito que defende os valores tradicionais. Monarquista, exila-se no Brasil assim que é instaurada a república portuguesa. Escreve odes inspiradas em Horácio. A linguagem de Ricardo Reis é clássica. Usa um vocabulário erudito e, muito apropriadamente, seus poemas são metrificados e apresentam uma sintaxe rebuscada.

Avaliação crítica

No antológico poema “Aniversário”, de Álvaro de Campos, poetiza-se uma situação constante, tópica na lírica do heterônimo modernista: a do confronto entre dois tempos, entre duas horas (outrora e agora) e a do reconhecimento de uma defasagem entre um eu primitivo e o eu atual.

O poema principia com uma evocação do “tempo em que festejavam o dia dos meus anos”, o tempo da infância em que “eu era feliz e ninguém estava morto”. Juntamente com este tempo de felicidade evoca-se um espaço ideal, o espaço das origens, “a casa antiga”, atente-se para a caracterização “antiga”, onde havia “a alegria de todos”. Em oposição a este eu primeiro, o poema coloca o eu de hoje, que se define através de imagens de despojamento, de privação: “O que eu sou hoje é terem vendido a casa, / É terem morrido todos, / É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...”. Um espaço de raízes se perdeu, houve uma extinção de seres queridos e uma perda da própria chama interior. A identidade primeira, feliz, já não se dá.

Esta problemática da descontinuidade interior, da perda de uma identidade primeira que o leva a sentir-se “estrangeiro aqui como em toda parte” (“Lisbon Revisited”), que é responsável pelo estilhaçamento do eu, “sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir” (“Apontamento”), constitui uma das obsessões do universo Álvaro de Campos, aparecendo em numerosos outros poemas.

No poema “Lisbon Revisited”, assim como o tempo estilhaça o eu, e que o impossibilita de encontrar-se consigo próprio, também o impossibilita de reconhecer o mundo, onde o passado não pode ser recuperado. O estranhamento em que o poeta sente em relação a Lisboa de sua infância já começa pelo título do poema, que é grafado em inglês. A volta ao passado não lhe traz nenhuma sensação de gozo ou prazer por revisitar sua antiga cidade. Lisboa aqui está perdida para sempre, e como diz Teresa Cristina Cerdeira, “nenhuma memória involuntária lhe devolve a magia do passado; a sua visão só chega aos bocados, em fragmentos fatídicos que não recompõem a identidade”.

Nesta busca de si mesmo, nesta indagação acerca da própria identidade, Álvaro de Campos, num poema fundamental para a compreensão de sua lírica, “Pecado Original”, propõe: “Sou quem falhei ser”. Aqui podemos perceber que o eu atual só existe por um outro eu do passado não ter existido. Há nesta fórmula com que se autodefine a consciência de ser um aborto, a consciência de ser alguém de certa forma errado e falso, e o termo “errado” é muito recorrente e importante para os poetas do Orpheu, ou seja, a consciência de não haver atingido uma identidade verdadeira.

A infância em “Pecado Original” adquire, portanto, nova dimensão; não constitui apenas a infância histórica, mas uma outra infância, atemporal, a infância das origens num outro estado, também num outro espaço. Todos os sonhos, tudo quanto há e pode haver remete a esse estado original, está vinculado a esse estado outro de que a alma padece diante da nostalgia.

Paralelamente a esta consciência de incompletude existencial, de enfermidade, há uma ânsia de salvação, a expectativa de um dia em que ela se consolide, como o exprime o poema “Magnificat”. Note-se que a imagem da “casa”, também presente no poema “Aniversário”, reaparece também neste. O anseio por voltar às origens consolida-se na imagem do “recolher a casa”, tendo o prefixo re todo seu valor originário. É significativo que no poema “Aniversário” a “casa” esteja caracterizada como “antiga”, e este é um adjetivo recorrente em Alberto Caeiro como em Álvaro de Campos. A “casa antiga” condensa toda uma complexa força expressiva, já que é, ao mesmo tempo, matriz, centro gerador da vida como também lugar do carinho, do afeto e do acolhimento. “Recolher” à “casa antiga” é retornar ao acolhimento amoroso das origens, ao amor. A nostalgia de “recolher a casa” manifesta a nostalgia de um centro, de um foco de calor para o qual Álvaro de Campos está voltado.

POEMAS ANALISADOS NESTE ESTUDO:

Aniversário

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhaslágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Lisbon revisited

Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) ­
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!

Ó céu azul ­ o mesmo da minha infância ­,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!

Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

Apontamento

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.

Pecado original

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?
Será essa, se alguém a escrever,
A verdadeira história da humanidade.
O que há é só o mundo verdadeiro, não é nós, só o mundo;
O que não há somos nós, e a verdade está aí.

Sou quem falhei ser.
Somos todos quem nos supusemos.
A nossa realidade é o que não conseguimos nunca.

Que é daquela nossa verdade — o sonho à janela da infância?
Que é daquela nossa certeza — o propósito a mesa de depois?

Medito, a cabeça curvada contra as mãos sobrepostas
Sobre o parapeito alto da janela de sacada,
Sentado de lado numa cadeira, depois de jantar.

Que é da minha realidade, que só tenho a vida?
Que é de mim, que sou só quem existo?

Quantos Césares fui!
Na alma, e com alguma verdade;
Na imaginação, e com alguma justiça;
Na inteligência, e com alguma razão —
Meu Deus! meu Deus! meu Deus!

Quantos Césares fui!
Quantos Césares fui!
Quantos Césares fui!

Magnificat
Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia !


3 comentários:

Ita disse...

Gostei muito das suas contribuições. Posso adicionar seu blog nos meus favoritos?
Itamara

Daniel Osiecki disse...

Sempre Itamara, sempre...

maristela disse...

Fikei apaixonadinha pelos textos!!! Vê se dá um jeitinho de postar mais informações sobre o "meu" queridíssimo Fernando Pessoa!!!! Amei!!! Vc teve uma sacada genial em selecioná-los...Parabéns!!!!!
To salvando no pen-drive, ok??!!Algum problema nisso???Espero q ñ!!!! Vou trabalhar em Produção Textual com meus alunos!!!Bjim...Máris.